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Diretoria da Fuca apresenta casos de intolerância religiosa

A pedido da vereadora Sirley Schappo (Novo), o diretor de cultura da Federação da União de Cultos Afro-brasileiros (Fuca), José Aparecido Felix, esteve na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul nesta quinta-feira (8). Ele apresentou os trabalhos realizados pelas 287 casas de religião de matriz africana no município, mas também relatou casos de intolerância religiosa praticados contra algumas delas. Para o professor Felix, a presença da entidade no Legislativo jaraguaense é importante, pois é o local de onde saem as leis municipais e onde o povo se vê representado.

Na esperança de encontrar soluções no diálogo com os vereadores, o diretor iniciou sua fala observando que é preciso que haja um esforço de desmitificar as atividades das religiões de matriz africana, em especial a Umbanda, para que a sociedade tenha mais conhecimento sobre elas e diminuam os preconceitos. José Felix afirmou que, desde 2016, o terreiro de Umbanda Ilê Ake Nanã Buruque, no bairro Jaraguá Esquerdo, vem sofrendo perseguições fomentadas por um único vizinho. Segundo ele, esse vizinho conseguiu mobilizar vários órgãos do Poder Público e interromper os trabalhos do local. Além disso, uma placa de proibido parar e estacionar foi implantada próximo ao templo, que fica em uma rua pouco movimentada.

Felix também relatou o encerramento das atividades de outros dois terreiros no bairro Rio Molha, também por questões de intolerância de vizinhos. Conforme sua explicação, os locais foram fechados sem que as pessoas que o utilizavam fossem ouvidas.

“Eu não quero que nos tolerem, eu quero que nos respeitem. Eu não quero que nos tolerem, eu quero que cumpram a lei. Eu não quero que nos tolerem, eu quero que a Constituição Brasileira e os Direitos Humanos sejam cumpridos nessa cidade”, enfatizou.

Sirley Schappo (Novo), que é católica, ressalta que é preciso, antes de tudo, respeitar o artigo 5° da Constituição Federal, que garante a liberdade de crença e de manifestações religiosas.

“Eu entendo que essa Casa de Leis tem que prezar e dar visibilidade para todas as situações de manifestação religiosa. Nós não podemos, em hipótese alguma, priorizar uma em detrimento das outras”, frisou.

Os vereadores Rodrigo Livramento (Novo) e Jeferson Cardozo (PL) ventilaram a possibilidade de realizar uma audiência pública para debater a intolerância religiosa e a situação das religiões de matriz africana em Jaraguá do Sul. Para eles, é preciso que haja mais tempo para que essa discussão seja aprofundada.




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